quarta-feira, 17 de junho de 2015

DESENHO ANIMADO ABORDANDO ASSUNTO SOBRE SEXUALIDADE E GENERO

DESENHO ANIMADO ABORDA ASSUNTO SOBRE SEXUALIDADE E GÊNERO.



Dinâmica

A vida dentro de uma caixa: os homens devem... as mulheres devem...

 Objetivos: discutir sobre estereótipos e expectativas de gênero e observar como ambos limitam as escolhas de mulheres e homens; trabalhar as distinções entre sexo (as diferenças biológicas) e gênero (as construções históricas, culturais e sociais); esclarecer as definições de gênero, que mudam de geração a geração, de cultura a cultura e dentro de diferentes grupos socioeconômicos e étnicos. Material necessário: quadro e giz (ou folha de flipchart ou cartolina e pincel atômico) • folhas de papel A4 • um lápis ou caneta para cada participante. Tempo recomendado: 1h30min

Procedimento:

Etapa  1
1. Perguntar ao grupo o significado de “pressão de grupo”.
2. Após escutar algumas definições dadas, pedir que identifiquem situações em que se sentiram sob pressão para fazer alguma coisa por algum grupo social (família, amigas/os, colegas) a que pertençam.
3. Dividir a turma em pares do mesmo sexo e distribuir uma folha de papel e uma caneta para cada dupla.
4. Pedir aos pares que listem cinco tipos de comportamento ou de qualidade tradicionalmente definidos como apropriados ou inapropriados para mulheres e para homens. Dizer à turma que têm cinco minutos para preencherem a folha e que uma dupla não deve se comunicar com a outra.
5. Explicar que as respostas não precisam necessariamente representar o que eles/as pensam, mas, sim, a visão tradicional da sociedade.

Etapa 2

1. Dividir o quadro ou a folha de flipchart ou a cartolina em duas colunas. Escrever “Mulher”, no alto de uma das colunas, e “Homem”, no alto da outra.
2. Reunir as duplas em plenária e pedir que cada uma compartilhe um dos comportamentos ou uma das qualidades listadas para as mulheres. Ir anotando no quadro/folha o que for sendo apontado. Fazer o mesmo para o que listaram sobre os homens.
3. Perguntar às/aos participantes o que acharam das listas, pedir que as comparem e façam um resumo de cada uma.
4. Pedir que apontem quais comportamentos ou qualidades listadas podem ser definidas como biológicas.
5. Você vai observar que poucos/as ou nenhum/a podem ter determinação biológica. Nesse ponto, introduzir a distinção entre sexo biológico e construção social de gênero e lançar para reflexão e discussão.

 Etapa 3

1. Desenhar uma caixa em volta de cada lista no quadro/folha. Explicar que cada caixa representa um espaço em que mulheres e homens são tradicionalmente estimuladas/os e pressionadas/os a viver.
2. Perguntar às/aos participantes quantas garotas e mulheres elas/es conhecem que já “saíram de suas caixas”, ou seja, não se encaixam em todos aqueles pontos listados para elas.
3. Discutir o que levou as mulheres a mudarem. (Você pode lembrar que o movimento de mulheres e o movimento feminista ajudaram muitas mulheres a escapar de suas tradicionais caixas e a lutar por igualdade de direitos.)
4. Estimular a reflexão e a discussão com as seguintes perguntas: • Como as mulheres se beneficiaram por escapar de suas caixas? • Como são vistas as mulheres jovens quando não se adaptam dentro das caixas? • Ainda existe uma pressão para que as mulheres vivam de acordo com o conteúdo dessa caixa?
5. Perguntar quantos garotos e homens o grupo conhece que vivem de acordo com tudo o que está contido na caixa. O que acontece quando garotos e rapazes tentam escapar da caixa? (Eles vão ser agredidos ou “zoados”?) E o que acontece com os garotos e rapazes que vivem ou tentam ao máximo se adaptar a essa caixa? (O que se observa é a existência de um sistema de recompensas e punições que mantém rapazes e homens em suas caixas. Um exemplo disso é a exaltação da virilidade entre os homens, que é algo ainda muito valorizado e cobrado, mas que, ao mesmo tempo, os torna vulneráveis à violência.) De que maneiras/nomes os homens jovens são chamados quando não se adaptam à caixa? Mesmo hoje, ainda existe uma pressão para que homens vivam de acordo com o conteúdo da caixa?
6. Voltando à questão de gênero, lançar e discutir as seguintes questões: • Como aprendemos a representar os papéis de gênero? Damos carrinho para meninos e bonecas para meninas, colocamos chuteira na porta do quarto da maternidade, quando nasce um menino, e lacinho cor-de-rosa, quando nasce uma menina etc.? • Quais são as pessoas e/ou instituições que nos ensinam esses estereótipos? (Há vários locais de aprendizado de comportamentos estereotipados de mulheres e homens: a família, a escola, a religião, os esportes, a mídia, a música etc.)

Fechamento:


Discussão Momentos como esse, quando paramos e discutimos sobre como vivemos e como queremos viver nossas vidas, são de grande importância para a mudança, demonstrando como podemos ajudar não apenas nós mesmos/as, mas também outras pessoas, a escapar dessas caixas.

Educação sexual: precisamos falar sobre Romeo...


O pequeno Romeo Clarke, tem 5 anos e adora usar seus mais de 100 vestidos para as atividades do dia a dia. "Eles são fofos, bonitos e têm muito brilho", explicou ao tabloide britânico Daily Mirror. Clarke virou notícia em maio do ano passado. O projeto de contra turno que ele frequentava na cidade de Rugby, no Reino Unido, considerou as roupas impróprias. O menino ficou afastado até que decidisse - palavras da instituição - "se vestir de acordo com seu gênero". 


O caso de Clarke não é único. Situações em que crianças e jovens que descumprem as regras socialmente aceitas sobre ser homem ou mulher - seja de forma intencional ou por não dominá-las - fazem parte da rotina escolar. Quando eclode o machismo, a homofobia ou o preconceito aos transgêneros, pais e professores agem rápido para pôr panos quentes e, sempre que possível, fazer de conta que nada ocorreu. "A escola, que deveria abraçar as diferenças, pode ser o ambiente mais opressivo que existe", defende Iana Mallmann, 18 anos, ativista contra a homofobia. "Muitos ainda abandonam as salas de aula por não se sentirem bem nesse espaço", completa Beto de Jesus, secretário para América Latina e Caribe da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, pessoas Trans e Intersex (Ilga, na sigla em inglês).



Paradoxalmente, quem tem ensinado a escola a agir no respeito à diversidade são os próprios estudantes. "Na contemporaneidade, multiplicaram-se os grupos, os sujeitos e os movimentos, as maneiras de se identificar com gêneros e de viver a sexualidade. Não há apenas uma forma de ser, mas tantas quantas são os seres humanos", afirma Guacira Lopes Louro, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das principais referências na área de estudos de gênero. É o que mostram os corajosos depoimentos de Iana, Roberta e Emilson. Eles nos convidam a uma reflexão sobre nossas próprias ideias de masculino e feminino, hétero, homo ou bi, coisas de menino e coisas de menina. Precisamos falar sobre sexo, sexualidade e, sobretudo, gênero.



Três ideias, três conceitos 
Vale desfazer a confusão entre esses conceitos. O sexo é definido biologicamente. Nascemos machos ou fêmeas, de acordo com a informação genética levada pelo espermatozoide ao óvulo. Já a sexualidade está relacionada às pessoas por quem nos sentimos atraídos. E o gênero está ligado a características atribuidas socialmente a cada sexo.



O que se sabe hoje em dia é que o dualismo heterossexual/homossexual não é capaz de abarcar as formas de desejo humanas. Os estudos sobre o tema dizem que a orientação sexual se distribui num amplo espectro entre esses dois polos. É provável que a definição sexual se dê pela interação entre fatores biológicos (predisposição genética, níveis hormonais) e ambientais (experiências ao longo da vida). Mas não há certezas. O guia Sexual Orientation, Homossexuality and Bissexuality, da Associação Americana de Psicologia, resume: "Não foram feitas, por enquanto, descobertas conclusivas sobre a determinação da sexualidade por qualquer fator em particular. O tempo de emergência, reconhecimento e expressão da orientação sexual varia entre os indivíduos". 



É surpreendente notar como determinados comportamentos são mais aceitos em uma fase da história e reprimidos na seguinte. Os moradores da Grécia Antiga, por exemplo, se relacionavam com pessoas de ambos os sexos. Já na Idade Média, comportamentos que se desviassem da norma socialmente definida eram punidos com a fogueira. Hoje, não há mais chamas, mas o sofrimento assume a forma de piadas, humilhações, agressões físicas e psicológicas, exclusão. Por que ainda agimos assim? Como se construiu uma sociedade que se choca e entra em pânico ao ver um menino se vestindo de menina?



A resposta está no conceito de gênero. Ele diz respeito ao que se atribui como características típicas dos sexos masculino e feminino. Meninas precisam sentar-se de pernas fechadas, meninos podem abri-las. Meninos não podem chorar, meninas são mais sensíveis. Meninos gostam de azul, meninas preferem o rosa. Enfim, uma série de aspectos que, com o tempo, ganham força e se convertem em regras. Por quê?



Porque cada um de nós interioriza as estruturas do universo social e transforma-as em jeitos de ver o mundo que orientam nossas condutas. Diversas instâncias atuam para que essas normas sejam transmitidas dos mais velhos aos mais jovens: a família, os grupos de amigos, as religiões - e, claro, as escolas. No caso do gênero, a associação com elementos preexistentes, como tradições culturais, preceitos religiosos e costumes familiares, vai definindo quais elementos pertencem ao universo masculino ou ao feminino. Por exemplo: ao provar do fruto proibido e convencer Adão a também comê-lo, Eva teria mostrado o lado irracional e sentimental da mulher. Por isso, sedimentou-se a ideia de que ela deveria estar submissa ao homem - naturalmente, um ser racional e cerebral, como explica a pesquisadora Clarisse Ismério no artigo Construções e Representações do Universo Feminino (1920-1945). Mais exemplos: a associação de carros e motos como "coisa de macho" foi herdada da ideia vigente até o início do século 20 de que o espaço público deveria ser ocupado pelos homens, enquanto as mulheres deveriam se dedicar à vida doméstica, como faziam suas mães. Já a atribuição das cores rosa e azul, respectivamente, a meninas e meninos... Bem, essa aí parece não ter justificativa. Nenhuma surpresa: a investigação sócio-histórica revela que na gênese de muitos hábitos, costumes e regras impera a mais pura arbitrariedade.



Tudo isso se complica em razão de outra característica da mentalidade moderna: a tendência de pensar por oposições. Segundo o filósofo francês Jacques Derrida (1930-2004), a lógica ocidental opera por meio de binarismos: feio/belo, puro/impuro, espírito/corpo etc. "Um termo é sempre considerado superior, e o oposto seu subordinado", explica Guacira. Assim, o homem heterossexual conquistou o lugar de maior prestígio na sociedade. Um degrau abaixo, a mulher. E na penumbra, os que não se encaixam no esquema binário: gays, lésbicas, bissexuais, travestis...



Até meados do século 20, esse discurso circulou quase sem contestações. A partir dos anos 1950, movimentos feministas, guiados pelos estudos da filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), engrossados na década seguinte pelos hippies e outros levantes da contracultura, começaram a colocar em xeque os papéis atribuídos às mulheres na sociedade, no trabalho e na família. Seguiram-se a eles as lutas pelos direitos de homens gays, lésbicas, travestis, transexuais e assim por diante entre 1970 e os anos 2000. Atualmente, correntes contestatórias ampliam as possibilidades identitárias, defendendo que há muitos jeitos de ser homem e mulher.



Você deve estar se perguntando onde a escola entra nessa discussão. Para que ela respeite a diversidade, as formações de professores precisam abordar o assunto. É o melhor caminho para disseminar o que as pesquisas já descobriram sobre a construção dos gêneros e sua relação com o sexo e a sexualidade. Mas as iniciativas sofrem forte resistência. O caso mais notório aconteceu em 2011. Como parte do programa Brasil sem Homofobia, especialistas produziram para o governo federal cadernos com conteúdo pedagógico que colocavam o tema em discussão.



A intenção era que o material fosse distribuído a escolas de todo o país. Antes da impressão, entretanto, congressistas ligados a entidades religiosas se opuseram ao projeto. Apelidado de "kit gay", o conteúdo foi acusado de estimular "a promiscuidade e o homossexualismo" - termo em desuso por remeter a doença (hoje, fala-se em homossexualidade). A União cedeu às pressões e vetou a circulação dos cadernos. Oficialmente, não há perspectivas para que esse material saia do armário.



Por enquanto, episódios como o do menino Romeo seguem envoltos pela vergonha. Mesmo em casos de crianças muito pequenas, em que não há relação entre o comportamento da criança e sua sexualidade (meninos mais sensíveis ou meninas que prefiram o futebol às bonecas), o expediente-padrão é convocar os pais para uma conversa sobre o suposto problema e encontrar maneiras de "corrigi-lo". "Muitas vezes, essas crianças e jovens apanham dos pais, são proibidos de voltar às aulas ou mesmo fogem", relata Constantina Xavier, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). É papel da escola agir com profissionalismo. O que, nesse caso, significa tratar o tema com naturalidade e não reportá-lo aos pais. Um menino quer se vestir de princesa. Se há algum problema, é com os olhos de quem vê. Como ensina Georgina Clarke, a mãe do pequeno Romeo: "Não me importo. Faz parte de quem ele é. Se usar os vestidos faz com que ele seja feliz, então está tudo bem para mim".

Respostas para dúvidas de pais sobre educação sexual

A educação sexual nas escolas, de acordo com especialistas, tem a função de prevenir doenças, preparar para a vida adulta e contribuir para que a gravidez precoce seja evitada. A metodologia, a obrigatoriedade do ensino nas escolas e a idade em que a sexualidade deve ser formalmente abordada são pontos polêmicos para pais e educadores, mas a psicóloga Gina Strozzi e o ginecologista José Pinto Mota concordam que o tema não pode ser ignorado. A pedido de A Tribuna, eles responderam a perguntas feitas por pais sobre o assunto. A arquiteta Bianca Chiepe, que é mãe de Sofia, de 7 anos, por exemplo, perguntou de que forma o conteúdo deve ser abordado. A psicóloga e especialista em sexualidade humana, Gina Strozzi, ensina que para tratar do assunto é necessário ser sutil e afetuoso, sem pular etapas da infância. “Não precisa adiantar as fases da criança. A criança pequena, a partir dos 9 anos, por exemplo, precisa entender a sexualidade com responsabilidade e afetividade. É preciso responder de forma sutil e que satisfaça sua curiosidade”, orientou. O funcionário público Fábio Martins Teixeira, 37, questionou se a disciplina deve ser obrigatória nas escolas. “O ideal é que fosse obrigatória e ministrada por um profissional que não transmita os valores dele. Porém, como nem sempre será possível, seria interessante criar a disciplina como optativa ”, disse Gina. José Mota acredita que o melhor método para falar da sexualidade no ambiente escolar é o questionamento. “O ensino deve ocorrer a partir do questionamento dos alunos. E também usar livros e artigos científicos, obedecendo a aspectos e processos éticos. Existem ainda manuais produzidos, inclusive pelo MEC (Ministério da Educação)”, explicou. Sobre a importância das discussões no ambiente escolar, sempre respeitando a abordagem ideal para cada faixa etária, o ginecologista e a psicóloga concordam que elas ajudam a preparar para uma vida adulta mais saudável. “Para adolescentes e jovens, isso é fundamental para formar consciência sexual pautada na responsabilidade”, disse Gina Strozzi. A arquiteta Bianca Chiepe, de 25 anos, mãe de Sofia, 7 , é a favor da educação sexual nas escolas desde que seja feita por profissionais capacitados. Bianca também acredita que a falta de orientação é prejudicial, pois faz com que os adolescentes aprendam errado com colegas. “Os professores têm que ser bem orientados. Mas não dá para tapar os olhos das crianças, pois se descobrirem sozinhos é pior. Se você não ensina, eles aprendem com os colegas”, disse.
Alguns questionamentos:  
1 - A disciplina de educação sexual deveria ser optativa ou obrigatória? Para a psicóloga Gina Strozzi, o ideal é que a disciplina fosse obrigatória e ministrada por um profissional que não ensine às crianças conceitos já formados, não transmita os valores dele e esteja bem informado. “Porém , como nem sempre será possível, seria interessante criar a disciplina como o ptativa ”, disse. 
2 - Os pais devem ter o direito de discutir conteúdo com professores? “A gente pressupõe que os conteú- dos formais passem por crivos cientí- ficos, não somente sociais. É muito delicado. Eu avalio que é inviável a discussão aberta com os pais, porque não vai existir consenso. Cada pai tem um histórico familiar, uma formação” disse Gina Strozzi, psicóloga. 
3 - A partir de que idade a criança deve ter aula de educação sexual? Especialista em sexualidade humana, Gina Strozzi diz que a questão da idade é controversa, mas defende que comece a partir de 9 anos e aconteça também em casa. “Nessa idade, já é possível começar uma orientação. A educação sexual começa em casa, a partir das perguntas das crianças. Meu conselho é que se você prometer falar depois sobre isso, não deixe de responder. Procure se informar, encontrar uma maneira de conversar, mas não perca essa oportunidade.” 
4 - Qual tipo de conteúdo é indicado para cada faixa etária? A multiplicidade de temas dentro da sexualidade faz com que os conteúdos variem. A psicóloga Gina Strozzi defende que, inicialmente, as questões anatômicas sejam abordadas. “Os primeiros conteúdos são ligados ao corpo. As questões reprodutivas, as doenças e sexo seguro. Nesse primeiro contato, eles perguntam de tudo. O segundo momento afasta um pouco do corpo e entra nas questões de gênero, os heterossexuais, homossexuais, transexuais, bissexuais e travestis. E, por último, as questões que são ligadas aos transtornos sexuais, porque já exige um pensamento mais adulto”, afirmou. 
5 - Até que ponto a escola pode ir com relação ao assunto da hom o ss ex u a l i d a d e? O ginecologista e sexólogo José Pinto Mota defende que a questão da homossexualidade seja tratada na escola para evitar a homofobia. “A escolaéolocal apropriado para falar de sexo, inclusive da homossexualidade, antes que o aluno receba informação errônea pelas redes sociais. Nessa etapa crucial de desenvolvimento da criança e do adolescente, é importante também vencer os tabus da homofobia, pois é ali que nascem os homofóbicos do futuro”. 
6 - Os pais podem proibir os filhos de ter esse tipo de aula? De acordo com o médico José Pinto Mota, a proibição dos pais não traz benefício. “O pai não pode, nem deve, proibir os filhos de frequentarem a essas aulas, pois elas informam o que existe na sociedade, é mostrado em revistas, livros, televisão e na internet. O alicerce do saber é a escola e a boa educação familiar também. O ideal é “ Deve - se mostrar que a educação sexual é uma preparação para a vida adulta José Pinto Mota, ginecologista ” LEONARDO DUARTE - 06/04/2015 ACERVO PESSOAL “ A educação sexual começa em casa, a partir das perguntas das crianças Gina Strozzi, psicóloga ” Rayza Fontes Aeducação sexual nas escolas, de acordo com especialistas, tem a função de prevenir doenças, preparar para a vida adulta e contribuir para que a gravidez precoce seja evitada. A metodologia, a obrigatoriedade do ensino nas escolas e a idade em que a sexualidade deve ser formalmente abordada são pontos polêmicos para pais e educadores, mas a psicóloga Gina Strozzi e o ginecologista José Pinto Mota concordam que o tema não pode ser ignorado. A pedido de A Tribuna, eles responderam a perguntas feitas por pais sobre o assunto. A arquiteta Bianca Chiepe, que é mãe de Sofia, de 7 anos, por exemplo, perguntou de que forma o conteúdo deve ser abordado. A psicóloga e especialista em sexualidade humana, Gina Strozzi, ensina que para tratar do assunto é necessário ser sutil e afetuoso, sem pular etapas da infância. “Não precisa adiantar as fases da criança. A criança pequena, a partir dos 9 anos, por exemplo, precisa entender a sexualidade com responsabilidade e afetividade. É preciso responder de forma sutil e que satisfaça sua curiosidade”, orientou. O funcionário público Fábio Martins Teixeira, 37, questionou se a disciplina deve ser obrigatória nas escolas. “O ideal é que fosse obrigatória e ministrada por um profissional que não transmita os valores dele. Porém, como nem sempre será possível, seria interessante criar a disciplina como o p t a t i va ”, disse Gina. José Mota acredita que o melhor método para falar da sexualidade no ambiente escolar é o questionamento. “O ensino deve ocorrer a partir do questionamento dos alunos. E também usar livros e artigos científicos, obedecendo a aspectos e processos éticos. Existem ainda manuais produzidos, inclusive pelo MEC (Ministério da Educação)”, explicou. Sobre a importância das discussões no ambiente escolar, sempre respeitando a abordagem ideal para cada faixa etária, o ginecologista e a psicóloga concordam que elas ajudam a preparar para uma vida adulta mais saudável. “Para adolescentes e jovens, isso é fundamental para formar consciência sexual pautada na responsabilidade”, disse Gina Strozzi. que os pais sejam recebidos na escola para entender melhor o que e como os filhos estão aprendendo.” 
7 - Qual é a metodologia indicada para abordar a questão da sexualidade? O sexólogo José Pinto Mota acredita que o melhor método para falar da sexualidade no ambiente escolar é o questionamento. “O ensino deve ocorrer a partir do questionamento dos alunos. E também usar livros e artigos científicos, obedecendo a aspectos e processos éticos. Existem ainda manuais produzidos, inclusive pelo MEC, que capacitam bons ensinamentos.” 
8 - O que devo fazer se o meu filho começar a reclamar da aula de educação sexual? O ginecologista José Pinto Mota acredita que o desconforto em tratar do tema leva o aluno a reclamar das aulas. “Deve-se mostrar que a educação sexual é uma preparação para a vida adulta, faz parte da formação e é necessária. Os temas podem gerar constrangimento e o aluno reclama da aula por esse motivo ou por causa da dificuldade que o professor pode ter de transmitir a informação sobre o tema.” 
9 - Qual a importância da educação sexual durante o período escolar? “Para adolescentes e jovens, a educação sexual é fundamental para formar consciência e uma orientação sexual pautada na responsabilidade. É para ajudar os jovens a criar um senso critico e desenvolver uma sexualidade saudável, prazerosa, que fuja dos transtornos, patologias e distúrbios. A reflexão sobre esses temas os leva a ter uma vida saudável”, disse Gina Strozzi, psicóloga especializada em neurociência e sexualidade humana.

Reportagem de: Rayza Fontes, do  Jornal Atribuna, Dia 15 de Junho de 2015, Página 7. 

domingo, 14 de junho de 2015

Nesse vídeo podemos acompanhar o desenvolvimento infantil, a sexualidade de abordada de maneira simples, com depoimento das crianças, analisada pela educadora Monique Deheinzelin.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

A questão do gênero e seus estudos feministas. 



A questão do gênero e seus estudos feministas apontam para uma ação de relações de poder que vai além da demanda entre homem e mulher, ou no reducionismo epistemológico dominado vs. dominante.
O texto nos aponta para uma complexidade nas relações sociais e sua problematização, quando esta se relaciona ao poder. Para tanto, o filósofo francês Michel Foucoult salienta as multiplicidades do exercício do poder que num só se resume nas medições de relação bipolar (dominador e dominado).
Há evidência na composição social que apresentam o poder com seus efeitos, disposições, manobras, táticas, técnicas e funcionamentos. Além disso, o exercício do poder, pressupõe um potencial de revolta, formando jogos de poder. Isso acontece também nas relações de gênero que num se resume apenas ao caráter homem-mulher, macho-fêmea, mas se torna mais complexa com a questão homo-hétero, gay, lésbica. Se há poder, há domínio de poder, há resistência a esse domínio.
Assim os gêneros se produzem pelas relações de poder. Por exemplo, o conceito de “bio poder” que é o controle sobre a vida e os corpos das pessoas: a obrigação social do casamento. A questão do domínio biológico é ainda físico, psíquico e comportamental. Eles assim justificam dos movimentos que exigem igualdade nas relações de poder que envolve e se tornam mais complexas nas relações sociais, econômicas e políticas.
Igualdade é um conceito político que exige diferença, equivalência de sujeitos. O domínio de padrões de relação; busca de ser uma identidade multifacetada do sujeito, às vezes contraditórias.
Assim sendo, o problema não pode ser minimizado apenas no esquema da visão das lutas de classe, contradições sociais. Há uma multiplicidade e complexa. Não há uma categoria central, mas uma multiplicidade, combinações múltiplas transitórias. 

VÍDEO IDENTIDADE, SEXUALIDADE E GÊNERO NA ESCOLA

Identidade, sexualidade e gênero na escola.

A partir da reportagem da capa da revista Nova Escola de Fevereiro, o vídeo vai debater como tratar questões de gênero e sexualidade dentro e fora da sala de aula.