A questão do gênero e seus estudos feministas.
O texto nos aponta para uma complexidade nas relações sociais e sua problematização, quando esta se relaciona ao poder. Para tanto, o filósofo francês Michel Foucoult salienta as multiplicidades do exercício do poder que num só se resume nas medições de relação bipolar (dominador e dominado).
Há evidência na composição social que apresentam o poder com seus efeitos, disposições, manobras, táticas, técnicas e funcionamentos. Além disso, o exercício do poder, pressupõe um potencial de revolta, formando jogos de poder. Isso acontece também nas relações de gênero que num se resume apenas ao caráter homem-mulher, macho-fêmea, mas se torna mais complexa com a questão homo-hétero, gay, lésbica. Se há poder, há domínio de poder, há resistência a esse domínio.
Assim os gêneros se produzem pelas relações de poder. Por exemplo, o conceito de “bio poder” que é o controle sobre a vida e os corpos das pessoas: a obrigação social do casamento. A questão do domínio biológico é ainda físico, psíquico e comportamental. Eles assim justificam dos movimentos que exigem igualdade nas relações de poder que envolve e se tornam mais complexas nas relações sociais, econômicas e políticas.
Igualdade é um conceito político que exige diferença, equivalência de sujeitos. O domínio de padrões de relação; busca de ser uma identidade multifacetada do sujeito, às vezes contraditórias.
Assim sendo, o problema não pode ser minimizado apenas no esquema da visão das lutas de classe, contradições sociais. Há uma multiplicidade e complexa. Não há uma categoria central, mas uma multiplicidade, combinações múltiplas transitórias.

Olá, meu nome é Julia, tenho 21 anos e sou lésbica. Fui convidada pelo Mauro, Pedagogia, para dar um depoimento. Primeiramente, não foi tão fácil me assumir. A minha família sempre foi a tradicional e conservadora. Então, desde o começo, houve muita pressão da minha família e a da minha namorada. Desde pequena, recebi os princípios dos meus pais, que sempre se basearam na bíblia. Mas, sabia que havia algo errado, que não batia com os princípios recebidos. Às vezes, eu sentia uma certa atração por pessoas do mesmo sexo. Foi um sentimento, que ignorei por muitos anos. Tive alguns namorados, durante essa trajetória. O último namoro com um rapaz, durou cerca de 3 anos. Nossas famílias se davam muito bem, era um relacionamento "perfeito". Ele, realmente, me amava. E várias vezes, eu orava a Deus, para me fazer sentir o mesmo. Até que, alguns meses depois, tivemos a nossa primeira briga, na qual, terminamos de vez. Sempre soube, que não era aquilo que eu queria para a minha vida. Então, conheci uma menina maravilhosa. Ela não era totalmente assumida, em relação a família. Começamos a nos conhecer, e a cada dia, eu me sentia, totalmente, atraída por ela. Fiquei apaixonada. Era um sentimento recíproco. Então, Começamos a namorar. Infelizmente, a mãe da minha namorado, flagrou-nos beijando. Não era o momento certo para assumir, mas, aconteceu. Foi um baque para ambas as famílias. Nenhum aceitou, e sempre demonstrando o preconceito, sempre preocupados com o que as pessoas iriam achar, e que a moral da família iria lá embaixo. A pressão por parte dos familiares começou. Pararam de nos dar atenção, dinheiro, certos benefícios, e sempre mostravam muito desgosto para com a minha decisão. E parece que tudo isso, dava mais vontade de continuar, porque já estava cansada de ser o que eles queriam que eu fosse, de fazer a vontade deles. Muitos amigos e colegas de trabalho, nos acolheram, sempre dando apoio. A sociedade: Muitos olham com nojo, com repúdio e preconceito. Alguns, até param para determinar o modo como deveria viver. Outros, veem com normalidade, e sabem que podemos ser livres. O preconceito sempre estará no meio da sociedade, e ainda sim, não seria motivo para reprimir uma orientação sexual. Atualmente, estou construindo todos os meus sonhos e objetivos com a minha companheira, e passando por cima de qualquer tipo de preconceito.
ResponderExcluirA questão abordada pela Júlia é de alta coragem, passando por cima de preconceitos da sociedade como um todo.
ResponderExcluirExplicar ou entender a opção sexual de cada um, é altamente delicado e complicado, somente estudos aprofundados poderão definir o porque de uma pessoa do mesmo sexo gostar da outra do mesmo sexo.
Acredito que a educação aberta dentro de casa e nas escolas, seria de grande importância para a formação do perfil de cada jovem, infelizmente hoje acham que tudo é natural, não sei ao certo, mas grande culpada é a mídia descontrolada que invade as nossas casas...
Acredito que a ciência deve ter uma solução para desvendar este mistério...
Abraços, Guy Afonso (amigo do Mauro)
Acredito que as pessoas nascem como são, de acordo com o que a natureza determina. Não existe opção e sim condição. Para que o preconceito seja substituído pelo respeito só com muita educação e informação. Esse argumento usado por muitos de "é errado porque está na biblia" é tão somente preconceito travestido da palavra de Deus, afinal ha tantas pessoas que fazem inúmeras coisas que não é permitido segundo o livro sagrado e ainda assim esses não sofrem perseguição maciça como a que é Vista nos dias atuais. A religião deve ser usada por cada um em sua própria vida sem ser imposta há terceiros, é por esse motivo que muitos países no oriente medio estão em guerra.
ResponderExcluirA familia brasileira tradicional nao se adapta facilmente a mudancas, ou seja, quando algo diferente comeca a ser mostrado, como pessoas do mesmo sexo se relacionando, gera um certo preconceito, o que nao deveria acontecer, por que vivemos em um pais livre, cada um tem direitos iguais e pode fazer o que bem entender. No meu ponto de vista preconceito sempre vai existir, o que e triste, mas ainda tenho esperanca de que o mundo vai ser livre de preconceito racial, social, sexo, genero e entre outros.
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